Nesse primeiro post do Planeta Rotterdam vou explicar o nome do blog e o motivo de sua criação.
Moro em Rotterdam, na Holanda, há seis meses. Nesse meio tempo aprendi a amar essa cidade com todas as suas peculiaridades. Nunca tinha vindo pra cá antes de me mudar definitivamente, então vocês devem imaginar o impacto que foi sair de São Paulo pra vir pra essa cidade incrível e tranquila que é Rotterdam. A grande São Paulo tem cerca de 17 milhões de habitantes. Isso é o total de habitantes da Holanda inteirinha! Era justamente isso que eu queria quando decidir sair do Brasil: morar numa cidade que tem todos os atributos de uma grande metrópole, mas com a tranquilidade do interior. E Rotterdam preenche exatamente esses quesitos. Aqui é bom demais de viver, tem um comércio bacana, supermercados bem completos, ótima rede hoteleira, bons restaurantes, atrações turísticas, transporte público de excelente qualidade e é próximo de grandes centros como Amsterdam, Utrecht, Antuérpia, Bruxelas, Paris, enfim, só elogios pra essa cidade!
O nome do blog eu devo ao meu querido sogro Wagner Correa, que em sua mais recente visita definiu Rotterdam como um planeta à parte da Terra, já que para viver aqui passamos por algumas adaptações interessantes, algumas sutis, outras nem tanto... A primeira coisa que se repara ao chegar é a ausência de muitas pessoas circulando na rua. Sempre uma tranquilidade visível, ruas espaçosas e bem calçadas, transportes nunca lotados, bikes pra lá e pra cá, fila no caixa do supermercado basicamente de uma ou duas pessoas na sua frente. Sim, é bem sossegado. Mas pra conseguir qualidade de vida, temos todos que tê-la igualmente, só que isso tem um custo. Aqui as lojas e comércio em geral fecham cedo pros padrões brasileiros: 18h, algumas às 19h, ficando apenas os mercados até às 20h. Serviços 24h não existem, exceto o famigerado McDonalds que tem uma lanchonete assim no centro. Precisa de alguma coisa de madrugada? Então o jeito é recorrer aos "nightshops", pequenas lojinhas que tem de tudo um pouco e ficam abertas nesse período.
A moeda da Holanda é o euro, então se você sai do Brasil com valor em dinheiro precisa lembrar que aqui ele vale praticamente três vezes menos (e fica pobre!). Brincadeiras à parte, quem vem pra Europa com expectativa de fazer compras, esqueça! Exceto no caso de lojas conhecidas pelo preço baixo como H&M, Primark, Forever 21, V&D e cia, muito difícil sair com a mala lotada de compras como quando visitamos Miami e Orlando (EUA) por exemplo. Então, Rotterdam não é uma cidade de compras, definitivamente. Praia de paulistano é shopping. Todo final de semana "batia o cartão" em algum deles. De repente chegar numa cidade que só tem um ou dois que ficam bem afastados e que tudo fecha perto das 18h e ainda é tudo caro, no início é bem chocante. Sair de um passeio sem nenhuma sacolinha pra minha irmã seria bem triste. Ainda bem que eu ligo bem menos pra isso...
A parte mais desafiadora de todas pra mim tem sido o idioma. Na Holanda fala-se holandês, ou neerlandês para os mais sabidos. Eu já estou matriculada e fazendo um curso desde janeiro, mas a fluência está bem difícil de conquistar, já que é um curso regular de uma vez por semana. Tenho alguns conhecidos que dizem que um curso intensivo de todos os dias e algumas horas por dia seria mais interessante para "dar um gás" no aprendizado. Tem vezes que identifico o aprendizado com os outros idiomas que já estudei, como o inglês e o francês, mas em certos casos ele não se parece com nada! Quem sabe com um curso mais forte eu consiga aprender mais e mais rápido...
Por enquanto é só. Quero divulgar o que essa cidade tem de melhor aqui no blog como eventos, lojas, atrações turísticas, passeios e costumes locais. Isso porque quando se pensa em Holanda, os brasileiros logo lembram de Amsterdam, mas difícil vir à mente o nome de Rotterdam, que é sim um lugar para incluir na sua próxima visita a essas terras baixas.
Um abraço!
Aline De Lacerda